Uma frota numerosa e uma pesca sobretudo fresca
Em 2023, Portugal foi o 9.º produtor da UE em pesca (164 mil toneladas) e o 13.º em aquicultura (18 mil toneladas). A frota contava com 6 817 embarcações em 2024. Em 2023, a pesca empregava 7 227 pessoas em equivalente a tempo inteiro. Existem 70 portos de pesca registados.
Ao contrário de outros países, a pesca portuguesa é sobretudo fresca: em 2023, 88 % dos desembarques foram de produto fresco, inteiro ou eviscerado, e 11 % de congelado.
Portos e regiões de referência
Em 2025, as primeiras vendas em lota totalizaram 113 435 toneladas e 305 milhões de euros. Os três principais locais de venda foram:
- Matosinhos: 23 322 toneladas e 41 milhões de euros (sardinha, biqueirão e amêijoa),
- Peniche: 14 435 toneladas e 37 milhões de euros (carapau, sardinha e espadarte),
- Sesimbra: 18 306 toneladas e 32 milhões de euros (sardinha, peixe-espada e cavala).
A sardinha está presente nos três portos e é uma das espécies emblemáticas da costa portuguesa.
Aquicultura: amêijoa e pregado
Quase toda a aquicultura portuguesa (99 %) é feita em águas marinhas ou salobras, com métodos variados: produção no fundo, tanques, viveiros, cultura suspensa e jaulas. Em valor, as espécies principais são a amêijoa e o pregado.
Conservas: atum e sardinha
A indústria transformadora empregava 9 580 pessoas em 2023 e faturou cerca de 2 mil milhões de euros em 2024, com 162 empresas. Os principais produtos vendidos são as conservas de atum e as conservas de sardinha. A transformação representa 9 % do valor acrescentado de toda a indústria alimentar portuguesa.
Produtos procurados pelos compradores
Fornecedores e compradores procuram produtos das seguintes categorias habituais:
- Peixe fresco e congelado: sardinha, carapau, cavala, biqueirão, espadarte, peixe-espada, pescada, polvo, pregado, dourada, robalo.
- Bacalhau: bacalhau salgado seco, demolhado e congelado.
- Marisco: amêijoa, berbigão, mexilhão, ostra, camarão, gamba, lagosta, sapateira.
- Conservas: atum, sardinha, cavala e polvo em conserva.
Portugal no comércio internacional
Em valor, o bacalhau é de longe o primeiro produto importado, à frente do salmão, do polvo, da pescada e do camarão. Nas exportações, destacam-se o bacalhau, o atum, a sardinha, o polvo e a cavala. A Espanha é ao mesmo tempo a principal origem e o principal destino das trocas (EUMOFA, 2024).
Como encontrar fornecedores de peixe, compradores e produtos do mar em Portugal
O SeaMatch apresenta 94 empresas portuguesas listadas com base em fontes públicas. O SeaMatch serve fornecedores, compradores, importadores e distribuidores que procuram peixe e marisco. O setor inclui: grossistas de peixe, distribuidores de peixe congelado, importadores de bacalhau, conserveiras, aquicultores e exportadores. O diretório público mostra o nome e a cidade de cada empresa, e, com uma conta gratuita, pode filtrar as empresas por região. Com uma conta gratuita pode contactar as empresas registadas no SeaMatch.
Contacte fornecedores e compradores no SeaMatch
Uma conta gratuita permite contactar as empresas registadas no SeaMatch.
Perguntas frequentes
Qual é o principal porto de pesca de Portugal?
Em valor de primeira venda, Matosinhos: 41 milhões de euros e 23 322 toneladas em 2025, segundo a EUMOFA.
Quanto peixe se consome em Portugal?
Cerca de 53,6 kg por habitante em 2023, com o bacalhau como espécie mais consumida (EUMOFA).
O que exporta principalmente Portugal e para onde?
Em valor, sobretudo bacalhau, atum, sardinha, polvo e cavala. A Espanha é o principal destino (EUMOFA, 2024).
O que importa principalmente Portugal e de onde?
Sobretudo bacalhau, seguido nomeadamente de salmão, polvo, pescada e camarão. A Espanha é a principal origem (EUMOFA, 2024).
Fontes: EUMOFA